sexta-feira, 6 de maio de 2011


"De quando ela sentava no banco descascado da praça, debaixo dos raios de sol que mais acalentavam do que queimavam, e dançava, dançava, dançava sem precisar sair do lugar.
De quando sentava embaixo da árvore seca e castigada pelo inverno, a sentir a dor das juntas de suas mãos congelando, e ria, ria, ria sem precisar sequer mexer a boca.
De quando deitava embaixo da cama, fugindo do escuro, procurando os monstros da infância, e chorava, chorava, chorava sem nem precisar pensar.
De quando corria pelas ruas enlamaçadas da cidade da avó, onde cresceu e se desfez, e vivia, vivia, vivia sem precisar sequer tentar viver."

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